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Ontem fiz a 1ª Corrida do ISCTE (10K) aqui pelo Campo Grande com o tempo de 48:36. Em Outubro fiz 52:16 e em Setembro 56:30 em corridas na mesma distância. Fico sempre surpreendido com os resultados dos dias de corrida. Por treinar regularmente e fazer testes de tempo, tenho noção do que consigo fazer e da minha evolução. Mas chega o dia da corrida e acabo por fazer melhor do que os treinos me indicavam. Correr com centenas, milhares de pessoas,  é como voar num bando de aves migratórias. Não queremos ficar para trás e a diluição do esforço coletivo por todos parece relativizar a nossa própria dor. Quando somos principiantes é difícil não melhorar se treinarmos. Imagino que para atletas que estão nos limites do seu potencial, tudo possa ser mais frustrante, pois deve ser desanimador treinar meses para uma corrida, um evento, e as coisas correrem pior do que se espera e ver os tempos a decair. Também eu um dia vou chegar ao meu humildade potencial. Esse ponto existe para todos, um cume a partir do qual estamos em decadência da idade, mas na corrida esse ponto é objetivo e mensurável. Como não sou atleta, isso não me preocupa, mas não deixará de ser simbólico um dia fazer uma corrida pior do que a anterior e outra ainda pior nos meses seguintes.

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