coisas que me irritam, agora no âmbito da feira do Livro

traduções do Raymond Carver feitas pelo João Tordo e uma pessoa só perceber isso quando está na fila para pagar há quase 3 minutos e tem de fazer meia volta e lembrar-se de onde tirou aqueles livros

pessoas que lá vão para o espectáculo e a confusão, há portugueses que começam o dia assim “onde é que hoje há mais confusão de pessoas, é na primeira praia da Costa da Caparica, nos saldos do Colombo ou na Feira do Livro?” e pimbas

a quantidade de carrinhos de bebé. Ok, eu também ando com um, mas isso é porque eu por acaso tenho um bebé e fui à feira, não fiz a coisa ao contrário, a julgar pela quantidade de carrinhos de bebé na feira dá-me a sensação que muita gente pensa “vamos ter um filho para termos um carrinho e irmos com ele à feira”, a sério.

o princípio da equidade nos pavilhões / barraquinhas. Felizmente a Feira já se parece menos com um tempo de antena eleitoral, já temos alguma proporção entre poderio económico ou relevância editorial e dimensão ou localização ou organização dos escaparates, mas ainda assim, há editoras que não lembra ao menino jesus

a lógica do livro do dia. epá, a quantidade de vezes que uma pessoa não compra de todo um livro porque não calhou no livro do dia ou que se sentiu estúpido ao fazê-lo e depois adiou e não pôde ir lá no dia do livro do dia. Pensam que com o livro do dia, fazem com que uma pessoa vá à feira todos os dias à cata das pechinchas. Acham mesmo que com a internet e os novos canais de distribuição digital vão querer mesmo reforçar AINDA mais o contratempo da deslocação física a um local de compra cheio de carrinhos de bebé e portugueses? Eu agora pergunto sempre: “este livro aqui vai ser livro do dia algum dia?” Num dos pavilhões o gajo diz-me “não sei, pode consultar na net” e eu “deixe lá”. Disse-lhe mesmo isto assim “deixe lá”. Tomaaaaa… coitado. Até me sinto mal por ter sido tão duro com ele.

vi o Gonçalo M Tavares a passear lá, sozinho, no Domingo. atention whore…

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6 thoughts on “coisas que me irritam, agora no âmbito da feira do Livro

  1. E os descontos de 10 % numa colectânea de € 39,90?

    E a quantidade de comes e bebes, que aumenta de ano para ano? Já só falta a roda gigante e o comboio-fantasma e temos de volta a Feira Popular.

    1. é verdade. mas isso… isso seria mau? Hmm… imaginemos o comboio fantasma versão literária. O Saramago feito múmia a sair de um caixão, o José Rodrigues dos Santos a piscar o olho e a estender um livro para autografar, os heterónimos do Pessoa, reflectidos num labirinto de espelhos…

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