património da enormidade

Cante alentejano candidato a Património da Humanidade – DN

A Unesco deixa-me confuso e não é a primeira vez, especialmente depois de ver estatísticas de países com certificações Unesco e ter percebido que o importante é ter governantes que dão importância às certificações Unesco e dão financiamento para candidaturas a esta espécie de ISO 2000 da “world heritage”. Uma coisa era a Unesco andar atenta e atribuir tal honraria, depois de fazer um discreto trabalho de casa. Ninguém se candidata a Nobel por exemplo (que eu saiba). Outra é isto. “Candidatura” implica que o “candidato” se submeta a avaliação de um juri e entre em filmes e dossiers em que tenta provar que merece. Não acho digno para muitos dos exemplos, nossos ou de outros países. No caso do Cante ou do Fado, acho que tem um efeito ainda pior, pois são formas de arte vivas, especialmente o fado. É como se agora fizesse parte de um museu, de uma fórmula pitoresca. Aposto que o dossier que consagra o cante ou o fado deve ter uma definição extensa e jurídica. É como se lhe espetassem um alfinete e o enfiassem num álbum.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s