Mourinho

Confesso que até este episódio recente com Jorge Jesus, sempre vi a arrogância de Mourinho como uma idiossincrasia interessante e em parte responsável pelo seu sucesso. Eu gosto do futebol com personagens politicamente incorrectas e excêntricas, gosto da mão de Maradona, da cabeçada de Zidanne, da gola à pintas do Cantona, do hiper ego de Ronaldo, das fúrias etílicas de Toni e das estaladas do Scolari de credo na mão. Mas depois das suas palavras e da resposta com classe de Jesus, já é apenas deprimente. Uma coisa é meter-se com adversários, muitos deles defendidos pela imprensa local ou contra poderes instituídos que lhe minam o trabalho, como sucedeu no Real Madrid. Outra foi isto. Ter nível não é falar bem e não dar pontapés na gramática, como pensa Mourinho, um ‘tradutor’ que nem com duas décadas de futebol inglês e internacional conseguirá algum dia falar inglês sem parecer um Borat de fato armani. Ser um arrogante que no futebol nunca soube perder e muito menos ganhar, que deixa um rasto de hostilidades e conflitos inúteis por onde passa, é capaz de ser um sinal.

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