beijinhos

Quando eu me aproximo da minha filha com a cara assim de lado, pronto para uma beijoca, o mais provável é levar uma chapa e ouvir “nan”. Só de lhe invadir o personal space, agita os braços e esperneia. Não gosta. Faz o mesmo com a mãe, por isso sei que não é pessoal, contudo, começo a ficar um pouco amuado com a brincadeira. Ela dá beijos e abraços ternurentes ao Coelho Fofinho, ao Coelho Simpático, à Mantinha, à Minnie. Tudo o que é boneco, é alvo, eventualmente, de abraços e beijinhos e turras mais ou menos desajeitadas. Dou comigo a ter ciúmes do Coelho Fofinho. O que é que ele tem que eu não tenha? No outro dia, vi-me sentado frente a frente com o Coelho Simpático, sozinhos os dois. O ar dele, na almofada, no sofá, no meu sofá, orelhas dispostas de forma indisciplinada, uma tapar-lhe uma vista… pareceu-me detectar sinais daquela arrogância que os mais novos têm para com os mais velhos.

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