houve um tempo

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Gustave Le Gray,1820 – 1884

Uma pessoa entrava num barco, navegava meses de um porto a outro, por vezes por oceanos inteiros, sem electricidade, as noites eram escuras e a luz da lua ou das estrelas fazia diferença. Para ler um livro gastava-se preciosa luz de um candeeiro de petróleo, mas era provavelmente melhor reservar essa actividade para a luz do dia. É um lugar comum enervante, mas se o paradigma dos telemóveis nunca me assentou, como comprovam sucessivos raspanetes que levava do presidente por não lhe atender chamadas à noite ou ao fim de semana ou, como bem sabem amigos e familiares, ter o hábito de ir ver o telemóvel se alguém me tentou ligar (está quase sempre no silêncio) e ligar de volta, isto de cafés com wi-fi e smartphones p dá cabo de mim. Quando o google glass se refinar e massificar e ligar ao smart iwatch e aos e-shoes com panty pad e o cabo pelo cú acima para energia térmica, compro um barco à vela, não precisa de ser muito caro, por 15-20 mil euros em 2ª mão já se compra um que dá para ir à Patagónia.

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