renascer

Lembro-me que quando a Júlia nasceu, os pais mais experientes me diziam que depois é que era giro, que o primeiro ano era o pior e assim por diante. Não sei se concordo… os primeiros meses são mágicos e surreais, é uma aventura incrível. Mas são de facto o mais stressantes (pelo menos até agora, aos 14 meses e pouco). Hoje percebi que o problema fundamental se prende com uma ausência de comunicação e por ausência de comunicação refiro-me a qualquer tipo de estímulo, mesmo não verbal (forçosamente não verbal). Não temos algo tão simples como um “obrigado”, um feedback positivo. Por vezes o feedback é contra-intuitivo, o bebé berra mais quando o tentamos ajudar. Claro, isto vai melhorando e evoluindo. A Júlia teve um salto cognitivo enorme nas últimas semanas, como costuma acontecer depois dos 12 meses e este fim de semana tive os meus primeiros abraços sinceros acompanhados por um “pai” prolongado e sentido. É uma sensação inacreditável e acho que foi a primeira vez que me senti 100% pai. É preciso a confirmação do outro lado de que estamos na mesma página. Torna tudo tão mais fácil. Isso e começar a reconhecer voice commands. Já obedece a comandos verbais complexos e novos como “vai buscar os sapatos e traz aqui ao pai para eu te calçar” e ela faz isso, uma operação nova em que junta conceitos que domina (os sapatos, ou patsiees, ir buscar um objecto e trazer à entidade pai). Como gosto muito de programação, não imaginam o deleite que sinto ao ver um OBJECT JULIA [x,y…z] a autoprogramar-se! Um destes, nem nos laboratórios IBM!

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3 thoughts on “renascer

  1. Bem, a minha Bolachita tem 13 meses e ainda não faz grandes avarias. Não a mando ir buscar os sapatos porque, simplesmente, não dá para lhe calçar nada nos pés. Nem sapatos nem meias nem nada. Tira tudo do raio dos pés, a magana.
    Eu não gosto de programação. Aliás, não percebo nada disso. Por isso, a minha Bolachita, comparo-a a um cachorrito. Lanço um brinquedo a poucos metros e ela vai buscar, toda contente, e volta a trazer. Quando estou a comer, vem logo para a minha beira, põe-se de pé e não descansa enquanto não lhe dou um tico de pão ou outra comida qualquer (mas o que ela prefere mesmo é pão). Quando estou com ela na brincadeira, o que ela mais gosta é de trepar por mim acima.
    E é isto 🙂

    1. Parece-me um bebé muito feliz 😀 E a comparação a um cachorrito estou sempre a fazê-la, por vezes corrigem-me quando começo a fazer aqueles assobios e estalinhose para chamar os cães, acompanhados de palmadas nas minhas pernas “anda! anda cá! ksh ksh ksh anda! tap tap tap”

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