fruição

Madame Bovary de Gustave Flaubert. Aí está o clássico lugar comum que se começa a ler para despachar a coisa que devia ter sido despachada há muito e tungas. Muito bom, muito bom, este vai para a prateleira dos meus favoritos. Lembra-me Eça e podia tecer aqui comparações, mas seriam injustas, não leio Eça há 10 anos e a memória que tenho é que a nível de obra obra obra, não tem uma tão boa como o Madame Bovary, não tem, pronto, o que não quer dizer que o Eça não seja 1000x melhor porque é nosso, como o cavalo de barcelos e o queijo da serra da ilha, o dois em um. Muito bom ter lido isto agora, com idade para o fruir. Há certas coisas que só se frui quando se é maduro e se pode ser cúmplice. Isto de fruir, não é para jovens. Eu estou na curva descendente da minha vida física, travada por intensas e épicas correrias, mas espero iniciar uma fase ascendente de fruição intelectual, dos sentidos. Gostava de poder chegar  um ponto, por exemplo, em que aprecio emoções humanas, inclusive as minhas, como quem saboreia um bom vinho do douro.

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