preventiva

Querida justiça portuguesa, estou apaixonado por ti e desculpa eu ter dito tanto mal de ti naquele processo a uma inquilina que deixou de pagar a renda 10 meses e a minha família perdeu o dobro do dinheiro com o advogado do que o que recebeu do acordo que teve de aceitar para evitar mais despesas. Desculpa ter confundido o Pinto Monteiro contigo. Isso foi uma fase, já passou. Mudaste. Tens feito muitos esforços ultimamente e tens-te superado, dia após dia. Desculpa ter reclamado tanto de te me terem roubado o Ford Escort de 98 três vezes no espaço de um ano, ao ponto de eu pensar que o meu carro estava referenciado como uma espécie de taxi para meliantes praticarem actividades ilícitas na zona de Santa Apolónia e a polícia encolher os ombros. Desculpa eu ter dito mal de ti quando a PSP me roubou o carro pela 4ª vez ao assumir que ele estava roubado porque da 3ª vez a GNR não avisou por fax que o carro tinha sido encontrado em Mem Martins e já estava na minha posse. Desculpa eu ter dito mal de ti no caso dos submarinos. Pensei que fosses simétrica à justiça alemã, mas sei que és latina, tens a tua personalidade, o teu feitio, e lá por os alemães considerarem que há corruptores do lado de lá (é assim que se diz?) não significa que do lado de cá nós sejamos desonestos como os alemães. Se calhar foi um problema de linguagem, tradução. Não te preocupes com o facto de parte do país estar preocupado com os media, fugas de justiça e com o tratamento a José Sócrates, pois pela tua nova postura recente, quero acreditar que farás o esforço e em breve haverá alguém de direita a lidar contigo e com as tuas fugas, mas alguém importante, mais que o Ricardo Salgado ou Isaltino, porque a esses julgamentos em praça pública eles não reagiram muito. Talvez o Cavaco Silva? O Paulo Portas? Tem de ser algo em grande, para que eles também possam ficar contentes e dizer que é bem feita e as pessoas de direita dizerem que é injusto o tratamento mediático e o julgamento em praça pública e assim todos ficarem felizes no fim zangados uns com os outros. Quase que me sinto na Finlândia, querida Justiça. Com muito amor, do teu cidadão, Lourenço.

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