estou a arrastar a minha filha para desportos radicais?

A mulher portuguesa é em geral uma flor de estufa com o termostato avariado, há sempre calor a mais, frio a mais, chuva, vento, subida, descida, lama, desconforto… Vai desde o “estás maluco, a água está demasiado fria para um mergulho”, passando pelo típico “aqui podemos levar com um relâmpago aqui” ao clássico “este barco está a meter água e a afundar e há tubarões, é melhor pedirmos ajuda pelo rádio”. Não sei como as criam, se é em aviário ou redoma…. Claro que nem todas são assim. Não quero que a minha filha seja maria rapaz, só não quero que ela seja flor de estufa. Gostava muito que ela tivesse uma relação assertiva com a sua homeostasia, digamos assim.

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11 thoughts on “estou a arrastar a minha filha para desportos radicais?

  1. Consegue-se.
    Por estes lados, na mesma medida em que faz fita porque as botas não fazem pendant com a bandolete, e se queixa do frio de Novembro, consegue andar toda despenteada a descer rochas escorregadias do musgo, na geira romana, no Gerês.

      1. Infelizmente é animal de pouco sustento. Odeia barras energéticas, trabalha a fruta em puré bebível.

        Gosto que ela seja menina vaidosa e ande sempre a surrupiar as pinturas e os batons da mãe. Uma mulher também é isto. É mostrar-lhe que o mundo não é só aquilo.

        Mas aposto que vais, (já estarás a), fazer um bom trabalho. 🙂

  2. boa, lá em minha casa o pai do meu futuro filho, antes de sabermos que era rapaz, dizia muitas vezes que se fosse menina não queria educá-la para ser uma “princesinha”, sempre de folhos cor-de-rosa e a achar que é a cinderela. Isto pode parecer estúpido, mas é incrível a quantidade de casais que conhecemos que tratam as filhas pequenas assim, por “princesa”, e as miúdas estão a crescer completamente mergulhadas nesse mundo extremo de feminilidade. Eu gostava de ter uma filha que soubesse mudar uma lâmpada, mas sobretudo que não tivesse os medos idiotas de tudo o que é novo e diferente.

  3. Uma colega no meu antigo emprego estava a ponderar fazer uma bike trip por França com os filhos (8, 5, 3 anos) durante o verão. Só o mais novinho iria ter direito a cadeirinha, os outros iriam já nas próprias bicicletas. Eu fiquei a achar que ela era a mãe mais fixe de sempre e que um dia irei fazer o mesmo com os meus. Duvido que a filha dela, a de 8 anos, cresça tipo florzinha de estufa.

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