feminismo versão revista maria

Pois é. Só aguentei 10 segundos do video  até ao plano da Catarina Furtado com ar dramático a dizer que tem constatado que não há nenhum ser, à face da terra, mais forte que a mulher (acho que é exagero, então e aqueles elefantes que carregam troncos na índia? será que a Catarina já constatou esses elefantes?) Depois de me rir um pouco tentei ver o resto e não consegui.

Um dos principais obstáculos à emancipação de uma minoria de mulheres reside na maioria de mulheres que é simplesmente bronca, como sucede com os homens e os elefantes na índia. A questão é comum a todas as causas e todas as espécies.
Nas poucas ocasiões em que me tentei misturar com uma massa de seres pensantes a propósito de uma causa, saí de lá sempre desiludo, quando não enojado e segue-se um período de reflexão em que eu penso em onde errei e como fui cair naquilo, como me misturei com aquelas bestas.

O ser contra,  dou de barato. É fácil todas as feministas do mundo serem contra a violência doméstica (é bastante óbvio até), como todas as manifestações do mundo serem contra a pobreza ou o desemprego ou uma guerra imbecil. O problema grave começa no “a favor”. Isto é, o que defende esta gente? Querem o quê? Gostam de tomar banho? Onde querem chegar?  Quem que eu pague a RTP e a TAP?

Qualquer tentativa de abraçar um massa de gente demasiado grande (mais do que 4, 5 pessoas no fundo), mesmo nas franjas, redunda em profunda desilusão. Eu até no futebol sinto isso, não gosto por aí além de ir ao estádio e ver tanto ódio e zanga à minha volta e tanta incompreensão primária pelo que estão a assistir.  Existe uma pirâmide e pronto. O Maria Capaz está para o feminismo como Richard Clayderman para Schubert. É piano, e chega.

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4 thoughts on “feminismo versão revista maria

  1. como é evidente, esses elefantes que fazem coisas poderosíssimas na índia e também em áfrica não são elefantes, mas sim elefantas. pense nisso antes de opinar sobre o feminismo!

  2. Eu, que me movo em águas turbulentas nestas questões, e desde tenra infância, tenho a corroborar que muito disto não aconteceria se as mulheres soubessem conviver entre si ao invés de rivalizarem continuadamente. A geração de mulheres da minha mãe (faz hoje 85 anos) foi machista por imposição e falta de meios de fuga. A que se lhe seguiu continuou, com nuances… Actualmente, tenho relatos das minhas filhas, como a de 19 anos, que me conta que algumas amigas são agredidas pelos namorados (e muitas já o eram pelos pais) e deixam a relação continuar e não apresentam queixa nas esquadras.

    A mim, também ninguém me apanha em massas, principalmente quando tresandam a algum carácter conspirativo, uma espécie de compartimentação de género para provar que a igualdade de géneros é um direito e blábláblá.

    1. Diz que me enganei, parece que também lá está o José Diogo Quintela e mais um ou dois, apoiando no embandeiramento em arco. Não duvido que outros afins se sigam, tipo quotas. Mea culpa, digo eu em latim obviamente não erudito.

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