engordem praí, mas deixem-na em paz

Já sai blah blah o geek blah blah blah estuda tudo blah blah mas tou chateado. Andamos nós, os pais, a evitar dar ração de engorda à nossa filha, isto é, batatas fritas, gomas, doces, fritos, bolachas maria, demasiadas papas cerelac e afins, e na creche não há meio de aprenderem.  A ementa base é boa, é verdade que não vejo muitos disparares, zero fritos, muito bem. Mas cada festinha, lá está a porcaria toda salgada, açucarada e oleosa e depois são os extras. No diário da creche vem repetidamente “adora torradas com doce” ou “come muita bolacha maria” e assim. E lá temos de fazer o papel dos pais chatos. Cada um sabe de si, todos os meus amigos dão bolos açucarados, batatas fritas etc. a bebés de um ano, salgam a comida, etc., epá, cada um sabe de si, mas foda-se que p**a de cultura esta! Qualquer dia estamos como os ianques?Não contra a fastfood! Eu adoro kentucky fried chicken! Croissants! Epa, gosto de comer lixo, gomas, enchidos, até torresmo, meu deus, eu como torresmos.  Gosto de porcaria a dar com um pau e prefiro correr ultramaratonas para carburar 45000 kcal por semana (1 dia e tal de comida!) a meter-me em dietas. Mas o importante é conseguir que ela goste de outras coisas e entenda o lixo como sendo LIXO. E que não seja por comer lixo que vá rejeitar umas deliciosas ovinhas de bacalhau com feijão verde . Os alimentos naturais não conseguem concorrer com os processados em termos de intensidade de sabor. Se o palato fica desde cedo condicionado a esses sabores 500x mais doces, ou mais salgados etc. dos alimentos artificiais, criam-se vícios que depois em casa não consigo vencer. É por isso que esta fase é crítica. Se uma criança ainda não chegou à fase em que pede, por si própria, uma batata frita, para quê dar-lha?

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7 thoughts on “engordem praí, mas deixem-na em paz

  1. Concordo que a educação alimentar é muito importante e que as escolas deveriam colaborar visto que eles estão lá quase todos os dias. Mas quanto ao condicionamento, há uma coisa incontornável que é a nossa propensão natural para preferir o doce e o salgado. O meu filho, antes de ser habituado ao que quer que seja, no alto dos seus 6 meses, só comia a sopa misturada com a fruta. No inicio só provou sopa, nem papa nem fruta tinha experimentado e não gostava. Mal lhe dei uma pêra (fruta, ehehehe), comeu tudo.

  2. Uma parte do problema é o exemplo. Geralmente eles querem comer o que vêem os outros comer (os pais acima de tudo, mas também os colegas), foi assim que os meus filhos ficaram fanáticos de caracóis aos 2 anos, e vá lá não me apanharam na idade dos bollycaos.

    Mas na maioria das creches mete-se açúcar no iogurte natural, dá-se leite com chocolate (na verdade na minha infância o leite da escola sempre foi achocolatado), e uma das educadoras da creche dos meus filhos dá-lhes gomas e chupas ao fim do dia para os manter sossegados quando tem que ficar sozinha com eles. Quando voltamos a falar nisso a reacção das educadoras é uma expressão facial de culpa malandra “oops, apanhadas outra vez”. Se fosse esporádico não via mal nisso, mas são truques de alimentação em massa, é o equivalente a dar-lhes algum soporífero à hora da sesta para não darem trabalho.

    Mas o pior mesmo, o piorzinho do mundo, são os avós. Ou pelo menos são os mais irritantes.

  3. Concordo plenamente! Não quero ser nazi da alimentação mas para mim é óbvio que se ele não me pede “porcarias” eu não lhe vou dar por iniciativa própria, nem percebo que sentido faz. Claro que mais cedo ou mais tarde vai querer comer mas quanto mais tarde melhor, entretanto já se habituou aos outros sabores…

  4. Concordo contigo.
    Não tenho filhos, caso os tivesse seria assim. Há muita coisa institucionalizada que não faz sentido e que me revolta que todos aceitem como regra.

    Hoje vi um documentário, “Fed up”, que fala sobre obesidade infantil nos EUA. Tudo o que é dito é para mim facto, acontece que as pessoas não pensam, engolem literalmente o que lhes é dado a comer. Não sou melhor que ninguém, mas caramba, é estúpido.
    Talvez já tenhas visto o tal documentário, caso ainda não tenhas parece-me que podes pedir emprestado na net..

    Num assunto diferente há um outro documentário sobre vitamina D.
    Muito interessante e engraçado, destrói muitos dados adquiridos. Por haver sol não significa que tenhamos vitamina D.
    http://www.youtube.com/watch?v=Cq1t9WqOD-0. (Vitamin D and prevention of Chronic diseases)

    Foi-me dado a conhecer pelo meu dentista. Como portuguesa a viver na Finlândia fê-lo achar que eu devia saber estas coisas e fez muito bem.
    Nunca comento, mas leio sempre o que escreves.
    Parece-me que a Júlia virá a ser uma maravilha de pessoa 🙂

  5. Faz-me lembrar uma que para o filho comer sopa misturava com um queijinho. Mas qual é o objectivo de comer a sopa assim? Além de estragar completamente o paladar, estraga uma comida que é suposto ser saudável. A minha filha nunca quis comer sopa, eu decabelava-me mas não adiantava, o pediatra disse: come bem, come fruta, não quer sopa não insista. O certo é que quando foi para o infantário comi-a lá sempre. Tanto stress para nada. Na escola deles tenho sorte, praticam uma alimentação saudável. Mas o pior mesmo é como disseram: os avós, nós a puxar para um lado e eles para outro. é uma luta perdida. E depois toca a inchar no dentista.

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