surpresa

A primeira vez que lhe vi o ar de espanto foi quando empilhei três ou quatro peças de um jogo d cubos. Ao ver a pirâmide, a minha filha fez “ohhh!” de espanto, um espanto quase cartoonesco de tão exagerado e sincero que era. OHHHHH!!!!! boca aberta, um “é possível empilhar três peças?! não estás a ofender os Deuses?” É o ar de espanto do meu ‘eu interior’ quando olho para ela e vejo aquela pessoa a surpreender-me uma e outra vez com uma personalidade que emerge como uma foto na revelação, dia após dia. E é como se a imagem fosse ficando cada vez mais nítida. Sei que outros pais sentem o mesmo e muitos referem que melhora muito depois do primeiro ano ou mesmo primeiros dois anos. Posso confirmar que há um mundo de diferença quando aquele ser tem atitudes espontâneas como pespegar-me uma beijoca, dar-me um abraço, encostar a cabeça e dizer “pai”, mas não deixa de ser uma aventura do caraças em qualquer momento mesmo no primeiro ano e enquanto não inventarem uma realidade virtual decente para PS4, com os tais óculos de imersão total, recomendo vivamente a todos os adolescentes quando estão prestes a ter relações e não têm contraceptivos. Não se vão arrepender de deixar o 11º ano para trabalhar no McDOnalds. Estou a brincar, não é assim tão bom, mas é bom na mesma.

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