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Rinko Kawauchi – Ametsuchi (2013)

e agora uma pequena lista de merdas que passei a considerar como severamente danosas para o cinema. Os realizadores mais pseudo coiso. Irritam-me porque também me lembram um “eu” de há 15 anos, quando descobri o livro, o cinema, a música, e gastava mesadas na fnac e nos cinemas em vez de comprar jogos de computador na worten.

Wes Anderson. Não é tão pseudo coiso como os outros desta lista, o problema é mesmo a estética que resultou quando apareceu, agora é simplesmente prova de que o hipster pseudo coiso é o novo mainstream. Sempre me irritou, mas o facto de ainda fazer filmes iguais que são bem acolhidos pelos críticos deixa-me perplexo. Por que motivo a coreia do norte não hacka os estúdios dele? Usa bigode certamente. Se vejo mais alguém vestido à tenista dos anos 70 num filme dele juro que saio da sala. Mas saio mesmo.

Spike Jonze. Devia ter-se ficado pelo fenómeno inicial e pelos belos videos musicais. Nem consegui ver o Where the Wild Things Are de tão mau que era e intriga-me pois seria um tipo de filme que devia gostar. Era difícil estragar aquilo. Não é que estragou? Fiquei muito chateado. É tão burro, o filme. Mas foi com o Her que atingiu o apocalipse da indigência. Da estética forçada e já datada, ao argumento cheio de buracos, à escolha absolutamente errada de Scarlet Johansen para a voz do sistema, enfim, uma miséria quase total, o que dói, porque depois tem coisas boas, imaginemos uma caldeirada hiper salgada, até pode ter lá safio, mas continua intragável e uma pessoa fica chateada porque queria comer o safio e não pode.

Richard Linklater. Será preciso dizer alguma coisa? Espero que não. Rebenta a escala do pretensioso. O Linklater é o protótipo do americano que devia ter ficado afastado de certos livros e filmes. É Paul Auster dos filmes. O último filme, o Boyhood, acolhido com quinze mil milhões críticas laudatórias unânimes, e que espelha bem o degredo da crítica, é uma espécie de recorde do guiness do cinema alternativo. Demorou 12 anos a filmar. O miúdo cresce mesmo. Os actores envelhecem. Nenhuma crítica foge a esse facto. Claro que se retirarmos esse pormenor ao filme, perde o interesse, como perde o maior pão com chouriço do mundo se for um simples pão com chouriço de dimensão normal.

Darren Aronofsky. Fez o Black Swan, o Requiem for a Dream e o Pi (não o vida de Pi, é outro Pi). E usa bigode. É o pior de todos estes. Surpreende-me que continue em liberdade. Não digo mais nada, fiquei mal disposto só de pensar no Darren Aronofsky. Ia falar no Hal Hartley e tudo.

 

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