acabei o sentido da perda

O sentido da perda não, googlei de novo: O sentido do FIM DO FIM! Porque digo sempre “Sentido da perda” quando é “sentido do fim”?
bom livro, bom livro. Enerva-me só um pouco a necessidade que o Julian Barnes teve de meter argumento, plot, mistério, e que no fim acaba por engolir um bocado o sentido literário do livro (afinal o Ricardo tinha meia razão) como tudo se precipitasse para uma conclusão orgásmica.

Senti isto no Maias do Eça. É forçado um twist final, senti eu, do alto dos meus 14 anos, não colava com o resto, era como uma concessão do Eça à vontade da leitora que deseja sempre um mistério e ser surpreendida.

mas agora vamos deixar-vos em paz. Vou ver se penso noutra coisa gira para dizer.

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15 thoughts on “acabei o sentido da perda

  1. Quando falaste dos realizadores pseudo coisos não falaste do P.T. Anderson (o gajo tem filmes bons mas também fez o Magnolia) e ele agora adaptou o Pynchon, podias falar sobre isso um dia destes, se te aprouver. obrigada

    (e não te esqueças que o karma é lixado, um dia também vais ter leitores (e críticos dos jornais e revistas ihihihi) a falar mal dos teus livros sem os terem lido até ao fim)

  2. Opah, a sério? Ó Lórenço, diz lá. não gostaste do Magnólia??? Caramba, foi o filme que me fez dar o benefício da dúvida ao Tom Cruise, pensar ah e tal se calhar até é bom actor. Não faz um “papelão”???? E o “loiro”??? o que morreu há pouco tempo? Não gostaram mesmo do filme? E a Julian Moore???? Meu Deus, aquela cena na farmácia!?… Falem lá comigo, digam-me os motivos do vosso desagrado.

  3. Mas onde é que eu digo que não gostei do Magnólia especificamente? Não me recordo. Eu adorei o Magnólia quando o vi. Mas era muito mais miúdo. Hoje acho que envelheceu mal. Eu adorei Linklater (o waking life, vi-o 5x pelo menos) e adorei os Tenenbaums quando vi. Epá, há filmes que não me envelhecem nada bem. Fincher é um bom exemplo de como não é embirração. Gosto muito d’O Jogo ainda hoje, mas o Fight Club envelheceu mal, tal com o Seven.

  4. Acho extraordinária esta reflexão sobre o “envelhecer” dos filmes.Claro que quem envelhece somos nós e achamos que o filme não é assim tão bom quando voltamos a vê-lo,à distância de anos, e ele não desperta em nós as mesmas emoções… certo? Mas há filmes que já me não despertam o mesmo do que quando os vi pela primeira vez (ex: Clube Dos Poetas Mortos, não tenho como explicar o que senti ao assistir àquilo com p´raí 15 ou 16 anos, já não sinto o mesmo, porém, continuo a achar um filme fabuloso, e já vi muito rapagão com 15 ou 16 anos a conter o choro, no final) e, ainda assim, continuo a achar bons filmes. Revi Há pouco tempo o “Fight Club” e já não surtiu o mesmo efeito, realmente, mas o busílis está lá, não sei como explicar. O Seven nunca gostei. Acho interessante trocar impressões numa óptica menos pseudo-coiso, percebes S. João? Não percebo nada disso de rótulos. Obrigada por me responderem.

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