interestrelado

interstellar
O filme ficava muito bom com os diálogos científicos escritos de novo, mas por outro lado foi bom ver o Matthew McConaughey fazer a figura de imbecil que sempre mereceu. Especialmente, sendo piloto da nasa, engenheiro em 2000 e trocopasso, capaz de reprogramar circuitos de drones indianos em tractores agrícolas e detectar anomalias gravíticas no quarto da filha (eu é uma corrente de ar que vem de um rodapé junto ao trocador) e interrompendo o plot para perguntar “explica-me lá outra vez isso da teoria da relatividade como se eu fosse o Matthew McConaughey”.
De resto, o tema é giro e à brava, perdoo-lhe os erros ou simplificações ou as pessoas nunca ouvem falar destas coisas e as pessoas já são ignorantes que chegue por optarem por nunca ler uma obra de divulgação científica a explicar-lhes tipo… tudo… isto… à… nossa… volta. Não é um detalhe irrelevante, o Universo e como funciona. Ah, mas disperso-me. Aquilo que para muito cinéfilo presuntoso que come ruffles presunto às escondidas é a grande seca do filme, para mim foi a chave que me deixou ko: fiquei muito comovido, no escurinho do meu home cinema, de cada vez que havia cenas pai filha e filha pai. Opá. Até vi o filme  agarrado ao  cão de peluche da minha filha que não estava em casa. E assoei-me a ele. Sem querer. Ela faria o mesmo.

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7 thoughts on “interestrelado

  1. é engraçado escreveres isto porque foi exactamente o que me comoveu no filme. caramba quase chorei. mas isto de ter filhas dá nisto. emocionamos-nos à brava. para lá disso tudo o filme até é credivel ate um certo ponto, mas ai entramos no mundo da imaginação e do desconhecido. mas acho que cumpre um objectivo: a minha S. saiu do cinema a perguntar-me o que raios era aquilo escuro no meio e com luz a volta. paradoxos a parte, gostei. e muito.

  2. Mamões, todos. Os gregos e os amaricanos. Isto já não tem volta a dar. Filmes bonitos eram aqueles dos irmãos Marx. Agora a mocidade só quer é computer graphic animation e depois dá nisto. E o Matthew é tão ruim como os outros, se calhar porque como o outro grego a mãe dele também não tinha leite.

      1. A mãe do grego chama-se Yianis Kouros? Acho bonito que tenha dado o mesmo nome ao filho, já que não lhe pôde dar leite…

  3. Tenho um problema com o terceiro acto do filme, sobretudo aquilo do ‘amor é a constante do universo’ ou lá o que era (teve graça na maluquice que era o 5o Elemento, foi bem explorado no misticismo do Lost, mas aqui ja pareceu preguiça narrativa), e toda a passagem pela nave da filha mais velha que o pai. Tambem fui sensivel, e chorei enfiado na estante, ao contexto do ‘paizão’, mas sem esquecer que o gajo abandona os filhos num planeta condenado, com o vilão do cliffhanger, sem grande consideração. Sobre a ciência não sei julgar, mas se o Kip Thorne e o Neil Degrasse Tyson dizem que é sólida (embora com liberdades criativas), tudo bem; e aguentava mais 15 minutos de filme para ver mais grandes planos do espaço.

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