então…

…tiveram saudades minhas? Admitam, sou como o sofá e a televisão com 120 canais quando regressamos de férias. Gordalhufos.

Espero que esteja tudo bem com vocês. Por aqui também. Estou a ler um livro giro, o Double Cross, a história (verídica) dos espiões da 2ª guerra mundial que iludiram os alemães a pensar que o desembarque não se faria na normandia mas em calais. Muito bom. De resto corri um bocado, relatei isso no blogue de corrida, mas sei que aqui a target audience são os poetas gordalhufos e os urbanodepressivos e os esquerdas. A propósito de esquerdas, quero que me expliquem em que medida Schaulbe demonstrar-se receptivo a um referendo grego para aceitar as medidas é ser contra a democracia e essas merdas (ouvi o Miguel Sousa Tavares há pouco na SIC enquanto a minha filha enfardava arroz de marisco). Foda-se, mas estão todos doidos? a esquerda por estes dias assemelha-se aqueles freaks do meu tempo a quem é barrada a entrada na kapital por não terem sapatinhos de vela. COMO FOI O MEU CASO! 500 vezes! ATé um amigo betinho me ter emprestado o caralho dos sapatinhos de vela e uma camisa com um alce. E ENTREI! E A MÚSICA ERA UMA MERDA! E eu chocado porque os meus vans e as minhas calças designer custavam 20x a merda das roupa dos betinhos e a Kapital quria um uniforme! E depois abriu o LUX! E foi genial! Eu vivia em frente ao Lux em Santa Apolónia. E o Lux gostava de mim. Até ser invadido pelos betos de novo com a decadência da 24 de Julho e Santos. E passaram a barrar-me a entrada no Lux. Foda-se, é preciso explicar tudo?

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12 thoughts on “então…

      1. Se foste barrado pela Margarida Martins, então teve toda a razão: enquanto ela esteve à porta, tu eras e serias menor de idade…

      2. Desculpa, mas não era uma enorme que tinha um laço vermelho daqueles da Sida? Ou estou a confundir? É que eu fui barrado por essa, disso tenho a certezinha.

  1. Querer entrar em antros como lux’s e frágeis, a mim, soa-me a betice, com ou sem sapatinho de vela. Mas isto seria eu a pensar e a comentar há 20 anos atrás, pois agora, bastante mais consciente da ruinosa hegemonia dos estereótipos e dos preconceitos, olha, digo só que quero lá saber. Mas ando a tentar orientar-me, que ainda não respondo à esquerda e à direita de forma automática. Mas pronto, concedo sem restrições: gordalhufa e urbanodepressiva.

    1. Peço desculpa, mas o Lux era profundamente alternativo quando surgiu e o motivo nº1 para o frequentar, no meu caso, prendia-se com a qualidade dos DJ’s, produtores etc. que lá passavam (e passam música). Na época era uma diferença abissal de qualidade (e do espaço etc.) para com a parolice xungo beta de Santos.

    2. O problema do Lux foi apenas passar a ser muito procurado e, como tal, passou a permitir-se ser mais selectivo e também passou a ter uma atmosfera menos interessante, mais “burguesinha” digamos assim.

    3. … o que também aconteceu, note-se bem, no próprio Bairro Alto. Eu já nos anos 90 ouvia dizer que nos 80 é que aquilo era alternativo, mas uma coisa é certa, hoje em dia parece Albufeira!

  2. “a esquerda por estes dias assemelha-se aqueles freaks do meu tempo…” – tens noção que isto é uma tautologia, certo? E que o teu texto acaba por fazer uma apologia discreta dos sapatos de vela, que adivinhas nos delicados e ebúrneos pés de Wolfgang Schäuble?

    Posto isto: sim.

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