os meu 15 minutos anuais de Santos Populares

Subir cem metros. Voltar-me para trás. Tirar foto.

Descer cem metros. E pronto. Fui aos Santos Populares. Claro que está fora de qualquer hipótese eu estar em Lisboa na noite do apocalipse dos santos santos santos propriamente dita. Nem reparei nos dois modelos improvisados (não me lembro de tirar a foto sequer), mas fizeram-me rir hoje quando vi a foto. Obrigado.

As festas de Lisboa têm um pormenor curioso. É como se houvesse barreiras invisíveis a delimitar os territórios em que os Santos são oficialmente Santos Populares e começam precisamente nas ruas, nos seus nomes.  Se bebermos uma cerveja uma rua abaixo ou comermos uma sardinha numa rua ao lado, não vale, estamos fora de jogo!
Todas as minhas saídas nos Santos Populares (nos tempos idos) eram pautadas por caminhadas intermináveis, simulações do túnel de acesso ao Estádio da Luz em dia de clássico e por uma sensação de “aqui neste larguinho está muita gente, será que se andarmos mais 2km para a Sé não se estará melhor?” ou “o Carlos mandou um sms a dizer que está no Bairro, vamos para lá!” e de todos ignorarem a minha observação de “que se lixe o Carlos, estamos na Sé por amor de Deus, o Bairro é do outro lado da cidad… ó merda, esperem por mim”. Pela minha experiência, uma saída nos Santos Populares era como tentar controlar um rebanho de amigos que se dispersava pela cidade e que nunca estava completo, cabendo-me a mim o papel de cão pastor.

Gosto de ver tanta gente a gostar dos Santos Populares. A tradição é boa e Lisboa é minha, no resto do tempo e no resto do seu imenso espaço cheio de detalhes e recantos e sítios.

Revejo-me neste pescador de Corvina no Cais do Sodré.

O enquadramento não mostra, mas há muita gente, autocarros, taxis, commuters a vir do comboio, do metro, do catamaran da margem sul. E não mostra porque é uma escolha minha.

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4 thoughts on “os meu 15 minutos anuais de Santos Populares

  1. Conheces as pessoas que estão a acenar para a fotografia ou agora as pessoas ficam contentes por aparecer nas fotografias de desconhecidos?

    1. 2ª opção 🙂 Não as conheço e só reparei hoje (era bem tarde, não me lembro bem da foto eheh). O problema é que com esta máquina e postura não passo despercebido, mas até achei engraçado 🙂

  2. Tenho seguido interessadamente as tuas aventuras fotográficas e admiro a coragem que tens de publicar fotos onde aparecem pessoas, geralmente não sou capaz de o fazer. As imagens são formas e cores, como dizes num outro post, tudo fica bem numa foto (eu cá normalmente não sou muito esquisita, sei lá, tudo me parece bem e bom para fotografar), mas as pessoas são efetivamente o que de melhor há para se fotografar. Bem se diz que o mundo são as pessoas. 🙂

  3. O arraial da minha rua punha-me os Santos Populares dentro de casa…enquanto tentava estudar para o raio dos exames. Santa Engrácia forever!

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