escolher roupa para uma menina

O mundo das roupas de meninas é infinito em cores e tenho pouca prática. Como recebo roupa de todos os lados, a quantidade é imensa e de manhã tenho sempre dificuldades em escolher. Nunca tenho nada de jeito! A blusa do elefante não combina com as calças brancas, não tenho adereços para combinar com o elástico rosa no cabelo… o resultado é sempre muita roupa espalhada no cão do quarto e na cama. Preciso de mais roupa! Mais sapatos! Tenho de ir às compras depressa, vi umas blusas giríssimas na primark.

Ok, confesso que a única roupa que comprei à Júlia até agora foi adquirida na decathlon, porque é um sítio onde eu me consigo orientar bem e porque ninguém, nem amigos, nem família, me dá roupa desportiva. Nestas crises em que me lamento não ter nada para lhe vestir, recorro sempre às peças da decathlon: a bela da calça de fato de treino rosa, o casaco lilás, os ténis rosa da kalenji. Já está, filha! Confortável e respirável.

O problema é quando é dia de ser a minha ex a ir apanhá-la na creche e ela estar naqueles preparos, a destacar-se razoavelmente da meia dúzia de minibetinhos. Quando o telefone toca pelas 19:00 já sei o que foi e que vou gramar com a conversa do “parece uma suburbana” e do “coitada da nossa filha”. Pois eu gosto de ver uma mulher vestida com roupa prática. Uma mulher deve estar sempre equipada para correr, para gatinhar ou saltar. Humpf.

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9 thoughts on “escolher roupa para uma menina

  1. Então, talvez não seja só eu a achar que 99% das mulheres que se prestam àqueles “makeovers” televisivos,- em que uma equipa de experts as transforma desde a raiz dos cabelos até às solas dos sapatos, – fica muito pior no final da reforma. Lembra-me sempre a diferença entre um pinheiro e uma árvore de natal…

    Via a rupinha prática e confortável, viva o sapatinho andadeiro, viva o chinelinho de dedo, VIVA a suburbaneidade!

  2. Ora, nem mais! Eu sei que a tentação deve ser grande, mas mete-me muita impressão ver bebés pequeninos vestidos com roupa de gente grande, como quando vestem calças de ganga e camisas a bebés que ainda mal sabem andar. Bah, deixai-os ser livres enquanto podem.

  3. Bem, pelo menos haja um homem que perceba uma mulher! Quando comecei a ler tive de parar para pensar em que blog é que eu estava 🙂 Para mim, digo-te a tua solução não serve, mas para uma criança é do melhor que há. As crianças precisam de se mexer à vontade!

  4. Acho que é mais fácil vestir meninos. Sempre há menos oferta nas lojas, o que reduz a escolha da vestimenta pela manhã. E não há laços, nem ganchos, embora a escolha do boné possa ser problemática. Não estrabucham por causa das cores, mas tem de ter bonecos “ò mãe não gosto desta, não tem nada…”). Normalmente eu também o visto de forma prática e desportiva mas, lá está, eu não vivo na cidade…

  5. O problema não é exactamente com as roupas confortáveis e práticas, a J só veste disso. É mais com as minhas opções estilísticas que de facto a aproximam de alguém da periferia desprotegida de Lisboa. Podia ser um statement ou uma jogada para a integrar numa escola pública difícil, mas não, é mesmo só porque é prático. Oiço raspanetes também quando lhe visto a camisola vermelha da rena e umas calças cor de rosa justa.

  6. Então é assim:

    -> Se estás vestida com mais de duas cores, está mal. Troca!
    -> Se está vestida com alguma das seguintes combinações, está mal. Troca!
    (Laranja+Vermelho || Rosa+Vermelho || Azul Escuro+Castanho || Preto+Castanho)
    -> Se está vestida com duas peças com padrão, está mal. Troca!

    Simples, não?

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