evolução

O motivo pelo qual eu me manifestei nas ruas no início da crise foi muito diferente da esmagadora maioria das pessoas que me rodeavam nas tuas que apenas estavam contra o mau e a favor do mais melhor bem em geral, tipo, fixe, austeridade é má, coisa boa é bom etc. Eu era o liberal ali no meio dos comunas, desisti ao fim de três manifs, cada vez mais deprimentes.

O motivo foi porque se estava a proceder a uma nacionalização das dívidas quando deviam ser os bancos privados a absorver as perdas e, à boa maneira liberal, deixar quem fez a aposta genial de emprestar a portugais e grécias, levar a porrada e deixar o mercado financeiro limpar as feridas, mesmo sabendo muito bem que muitas pessoas normais iriam sofrer muito. Simplesmente, não acredito no princípio de que se os bancos são empresas como, sei lá, uma construtora ou um fabricante de automóveis, precisem de resgates quando vão à falência. Acredito profundamente que devem ir, o mais possível, à falência e que só isso gerará bancos mais avessos a apostas geniais como emprestar ao Alberto João Jardim e a Papandreous da vida e consumidores e aforradores mais exigentes na escolha de bancos que não façam apostas geniais como estas.

Infelizmente, não optaram por essa solução dura, mas limpa. Os bailouts entravam cá, vindos da troika e em parte eram dirigidos para pagar dívida. E aí, claro, criamos um problema grave, que é meter o contribuinte europeu (em vez do consumidor de banca europeu ou o accionista de banco europeu) ao barulho. E aí criamos um default politicamente muito complicado como se está a ver no caso grego porque implica que os contribuintes dos outros países paguem o calote.

Fartei-me de gritar isto nas ruas, timidamente, pronto, um murmúrio, eu não grito nas ruas, todo soterrado pela esquerdalhada toda com os “queremos pão, gnr não, queremos pão, gnr não” ou “troika para rua, a luta continua” ou “o grande capital faz mal, o grande capital faz mal” etc.

não sei porque chamei ao post evolução mas fica.

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2 thoughts on “evolução

  1. Exactamente. Agora só falta exactamente compreenderes que foi exactamente o liberalismo, nomeada e exactamente o financeiro, a conduzir a dívida exactamente liberal exactamente para o bolso do mexilhão. Não foram exactamente os comunas e se não gostas deles devias pensar exactamente nisto porque se não pensares olha que eles vão aparecer cada vez mais exactamente à tua volta.

    Acho que estás completamente exactamente idiotizado e ou paras com esta treta ou eu deixo exactamente de ser freguês desta merda porque estou a ficar exactamente enojado.

    Não sei porque chamei exactamente a este poema exactamente. Mas fica exactamente.

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