cooperativa bancária

Uma das coisas que me fascina, para além da questão do universo estar a morrer e a arrefecer e tudo isto isto ser único, é o motivo pelo qual pessoas que se indignam com o ” a alemanha lucra com a grécia” e “os malvados mercados especulam” etc. não desejem criar um banco Mutualista ou um Banco Cooperativa sem fins lucrativos ou pouco lucrativos, que não seja como as outras entidades que concentram capital. No fundo, por enquanto, para mim são um pouco como aquele que protesta com a morte dos animais nos matadouros, mas come bifes, em vez de ser vegetariano.

Em vez de colocarem as suas poupanças num banco que faz coisas horrendas como ficar com o imóvel de um crédito à habitação não pago e despejar uma família de pobres ou cobrar 30% à Grécia para ela ver cheta, esta Cooperativa Bancária que emprestava o dinheiro destas boas pessoas às famílias, não despejava e assumia as perdas se eles não conseguissem pagar, mutualizava a perda. E emprestava dinheiro à Grécia às taxas de juro que fossem consideradas justas pelo governo grego e não as ditadas pelo mercado. Este banco seria tão bom e transparente e ético que atrairia milhões de pessoas e milhares de milhões de euros, tipo Ben and Jerry’s da banca. Era um banco que não se preocuparia com lucros, mas sim em ajudar e desenvolver uma sociedade justa para todos.

E no entanto, nunca mais aparece tal aventura. Aguardemos.

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5 thoughts on “cooperativa bancária

  1. Ia dizer o mesmo que o Catch 22, mas mesmo ignorando a banca islâmica há muitas “aventuras” interessantes – talvez não cubram todas as alíneas do teu retrato irónico sobre as fanfarronices sonhadoras da esquerda, e definitivamente não salvam a humanidade, mas existem e em muitos casos até não funcionam nada mal.

    1. Espero que sim… porque no fundo é isso. É isto. Ainda hoje gastei uma fortuna em comida vegetariana biológica. Ninguém me obriga, mas na minha curva de utilidade começa a contar a questão da sustentabilidade, poluição, sofrimento dos animais etc. Podia haver a mesma coisa na banca para quem quisesse. Devo dizer que apresentei, em contexto profissional, este mesmo conceito aproximado, a um banco real. Claramente fui visto com um maluco 🙂

      1. Tu começas (ok, são 2 anos) é a pensar como um pai (responsável), que isto não é só beijinhos e Baleal e roupa prática. De resto, metade do que por aí anda rotulado como “biológico” é uma patranha do piorio, e até apostaria em como sabes disso mesmo.

        (isto lembra-me uma empregada do tempo em que estive casada e as meninas eram ainda bem pequeninas e um dia me perguntou onde comprava eu os legumes; quando lhe respondi entrou em choque e depois lá me disse que, doravante, quem abastecia a casa de legumes era ela, que ali nas hortas faziam alfaces crescer em menos de 15 dias e as meninas não podiam comer aquilo)

        Banca, dizias?

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