conhecer pessoas

Pouco antes de acordar para um treino às 6:00 em Monsanto, tive um sonho.

Sonhei que estava numa estrada no meio de um descampado, a caminhar com mais pessoas. Eram activistas israelitas pro-palestinianos e íamos servir de escudos humanos para a aviação israelita não bombardear alvos civis.

Enquanto caminhava, pensei na péssima ideia que tinha sido experimentar algo assim para conhecer uma judia bonita e suficientemente progressista para casar com alguém que não um da espécie de dela.

Passámos por casas em ruínas, o vento agitava as ervas e as nas bermas da estrada de alcatrão esburacado havia lixo, pedaços de muro, peças de carros. Passámos por três guerreiros com um morteiro artesanal. Estavam a disparar. ‘Será seguro estar a 10 metros de um morteiro? Não vamos ser atingidos por artilharia ou um míssil?’

Começaram a aparecer civis, outros guerrilheiros armados, ak-47 a tiracolo, e eu a tentar ver dentro do grupo de activistas onde estava a judia que eu vira há momentos e de quem gostava. Apercebo-me agora que no sonho ela devia ter as feições da médica do Chelsea, Eva Carneiro, umas das mulheres de mais de 30 com que eu não me importava de casar, aliás, tem 41.

eva

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A Eva (chamemos-lhe assim) estava séria e determinada, o grupo cantava uma canção isrealita qualquer e eu fazia lip sync e tentei parecer absorto naquilo em vez de simplesmente aterrado. Pelo sim pelo não mantive-me do lado esquerdo do grupo que marchava, uma vez que Israel estava do outro lado – um muro com arame. Então começaram tiros. Começámos a ser alvo de fogo de soldados israelitas e todos mergulharam como puderam nas ervas altas, havia uma casa em ruínas. Crianças palestinas corriam, ouvia gritos. Perdi a Eva de vista.

Então vi-a, levantou-se e avançou direito aos soldados israelitas para que vissem que eu não era palestiniana, que era uma mulher, que não disparassem. Oportunidade perfeita, fiz o mesmo e até despi a t-shirt, fui em tronco nu, mas pelo sim pelo não meti-me meio de viés atrás dela.

Isto permitiu que o grupo avançasse para a casa em ruínas e se refugiasse lá. Depois juntámo-nos ao grupo, os tiros eram mais ocasionais, o ambiente mais alegre porque tinham protegido as crianças e eu porque tinha começado a falar com a Eva.  Apesar de não termos nada em comum praticamente, eu estava visivelmente apaixonado e pareceu-me que ela também estava, aquilo era realmente significativo para ela e importante. Acordei.

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3 thoughts on “conhecer pessoas

  1. Há uma série de pormenores reveladores, no sonho, em particular a presença de uma canção israelita qualquer. Todos eles indicam que “a israelita” do sonho era a Dana International. Não tens que ter qualquer pejo; ninguém (nem mesmo tu, ó control-freak das Carreiras) controla o subconsciente.

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