porn category: prego leftist girl

joana
Esta capa sintetiza todas as mulheres de extrema esquerda que ainda são bonitas e que fazem tudo para chocar e mostrar que ahhh apanhei-vos. Mentira, a sério, não acho isso. Em condições normais diria ‘muito bem’, até porque acho que a mulher grávida é bastante sensual e erótica, especialmente quando está photoshopada a preto e branco assim,  e não entretida ao meu lado a abanar a cama toda a tentar arranjar posição numa cama quando estão 30º no apartamento voltando-se para esquerda e para a direita como uma baleia encalhada numa praia da califórniaa debater-se, já sem convicção, na areia, moribunda…

O problema para mim é o meta. A meta. Meta coiso. Ando a ler cenas pesadas, desculpem. A Joana não é só uma mulher grávida bonita. É a Joana Amaral Dias. É líder de um partido político chamado Agir, de extrema esquerda (não é indiferente, o eixo da causa feminista costuma ser forte neste tipo de espécime) e  em vésperas de eleições.

A Joana fez questão de engravidar e de anunciar aos 4 ventos que a gravidez é de risco. Nem quero pensar nas consequências da moeda ao ar da gravidez de risco, aqui utilizada na capa como piadola: ‘o risco de Joana Amaral Dias’, cair efectivamente para o lado do resultado negativo. Só o facto de existir essa possibilidade, torna isto mais grotesco.

Também acho desconfortável a expressão da cara de Joana Amaral Dias – seria de esperar outra coisa na revista mais azeiteira do país? Uma mulher a todos os níveis linda e o mais inteligente possível (dentro do parâmetros a que pode aspirar uma pessoa de extrema esquerda, sem contar com a Mortágua que ainda não percebeu que tem de ir para o PS). É uma expressão lasciva e submissa, a boca distorcida numa tentativa de esgar erotico que lembra alguém que sofreu um AVC e ficou com metade da boca paralizada. Não é a expressão Joana Amaral Dias.

Um homem – que não é o namorado ou marido mas um modelo anónimo segundo se percebe pela capa que diz “descubra quem é o pai da criança” – agarra-a por trás e encosta-lhe a barba lumberjack ao queixo. [Nota: informaram-me que é mesmo o namorado e não me admira de todo que o mesmo tenha aparência de modelo que não conseguia correr ultra maratonas como eu devido ao excesso de musculos inúteis, pelo menos isso suaviza alguns aspectos, mas não deixa de ser uma exploração do mistério da paternidade do feto em gravidez de risco]

Se a Joana fosse uma anónima qualquer, entendo a necessidade da carga de dengosidade erótica pechisbeque mas sem mostrar o pipi, como existe em Portugal nas sucessivas tentativas falhadas que são as revistas para homossexuais não completamente assumidos como a GQ, Maxmen, Playboy portuguesa etc.

Compare-se com outros exemplos em que as mulheres grávidas surgem com uma expressão inpendente, assertiva, nobre, brilhante, como só – sem ironia – uma grávida pode ter. E sem um homem a tapar-lhes a cara e a apalpá-las. São elas, no meu corpo mando eu, etc.

pregnant

É que não há qualquer comparação possível.

celeb

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7 thoughts on “porn category: prego leftist girl

  1. Que horror de capa. Ela a tapar o peito com as duas mãos, ele a segurar-lhe a barriga com as dele. Que despudor.
    Quem idealizou esta imagem e quem fotografou, percebe tanto de arte como eu de astrofísica.
    Tudo em mau, menos o teu texto — absolutamente brilhante.

  2. Para quem fala em “revistas para homossexuais não completamente assumidos”, o teu post tem um certo pico a azedo… Não leves a mal, mas é assim como se o Cláudio Ramos tivesse levado um coice de uma mula e de repente ficasse com piada.

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