eu ajudo-te

A minha filha às vezes assusta-me um pouco. Agora tem a mania de me agarrar ao de leve quando estou a pousar um saco de compras, a sair da cama ou a levantar-me de uma cadeira: “eu ajudo-te pai pronto já te ajudei”. 2 segundos apenas, mas significativos. Já lhe gritei “hey, não estou velho!”. Também me enfia tostas na boca “toma pai”.

Agora está a gritar para a TV: “não, as gomas não!”

Na foto, a minha filha espera pacientemente por um peixe. Pode parecer inverosímil, mas estava um gelo autêntico de costa Oeste e tive de lhe meter o meu poncho do surf para que não congelasse ali mesmo, apesar de estar com um fato de surf e um casaco. A forma estoica como ficou a observar a cana enquanto eu descansava e petiscava bolachas abrigado, comoveu-me um pouco. Depois trocámos e ela adormeceu no abrigo que construí com o guarda sol e um corta-vento. Tive de a acordar e a madrugada de pesca e praia acabou, como não podia deixar de ser, com um ranho e areia na cara, pés a arrastar, quilómetros até ao carro. Agora está cheia de fome, tenho de fazer o jantar adeus.

cjay

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