obrigado Tsipras

Um agradecimento para Tsipras e para o Syriza por terem feito as suas experiências na Grécia aos gregos, a tempo das eleições portuguesas, diminuindo o risco de alguém fazer experiências assim aos portugueses, como qualquer pessoa de bem chegou a temer ao ver o António Costa versão Janeiro de 2015. Após o desastre grego, que culminou na social-domesticação do novo Syriza e na sua re-eleição, limitou-se o espaço para os populismos e demagogias no domínio da política económica. E agora Portugal passa a ser, como a Grécia, outro case study importante. Não só é um dos países que estancou a recessão e iniciou crescimento com a famigerada receita de corte de despesa e aumento da carga fiscal (que o próprio PS já estava a começar a impor com os PEC’s) como foi o primeiro país a eleger de novo o mesmo governo que passou pela crise e que teve de reconquistar a credibilidade com medidas impopulares. Os que dizem que os portugueses são masoquistas por elegerem de novo PAF, não sei o que dirão dos gregos que estiveram sempre em grande maioria pela permanência na zona euro e que elegeram pela 2ª vez um político que contrariou todo o discurso demagógico e todas as promessas que tinha feito. É um sinal de maturidade democrática e de que talvez possa compensar mais realismo nos políticos e menos postura de queimar o país no longo prazo em detrimento de votos no curto despejando dinheiro a crédito. Também ajudou a beneficiar posturas mais moderadas e de entendimento, algo em que PAF e o PS de Costa se mostraram bastante diferentes. No fim, não houve colapso da sociedade e os partidos que assinaram o memorando (CDS, PSD, PS) tiveram de novo quase 70% dos votos, os tais do “arco da governação”. E até se elegeu um gato ou um cão pelo PAN, não sabemos se pro-euro, se anti euro. Saímos disto com um país mais forte, sem o Marinho e Pintaínho a deputado e com um Pacheco Pereira ainda mais confuso e amargurado, o que é sempre bom. Obrigado Portugal.tsipras

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6 thoughts on “obrigado Tsipras

  1. Estava a ver que o idiota iluminado não binha aqui no topo da sua lanterna de bolso jorrar o seu manto de luz sobre a escuridão destas eleições.

    Não sei o que é mais triste se o convencimento bacoco se fazer pseudo análises coko se fosse especialista. Não és mais bolos, és é farinha com muito fermento, só deixas ar.

  2. entre o “isto podia ter sido muito pior” de passos&portas e o “temos de mudar radicalmente” da oposição, 38% dos portugueses que foram votar – atenção, 38% – escolheu a primeira. dos 62% que votaram na segunda alternativa, 30% (a matemática está certa? é que eu percebo tanto disto como de literatura chinesa) não confiaram no ps e por isso o ps perdeu.

    agora acontece uma de duas coisas: ou o ps fica na mesma, arriscando-se a dar de bandeja uma maioria absoluta à direita nas próximas legislativas, que devem acontecer, o mais tardar, dentro de ano e meio, dois anos (eu aposto já para o ano – não nos podemos esquecer que um dos membros da coligação é paulo portas, que tem sido complemente enxovalhado e humilhado nos últimos tempos, ainda ontem foi obrigado a dizer, com visível sofrimento e vergonha, que se orgulhava muito de ter como parceiro de coligação passos coelho); ou então os ps inicia uma rápida e profundam remodelação, afasta de vez os socratistas, novos e velhos, e retoma a actividade política que deixou de praticar para aí em 2006 ou 2007 quando sócrates percebeu que podia cometer os crimes que quisesse e ficar impune (felizmente para todos nós isso não é verdade); se isto acontecer e se surgir um líder minimamente competente no ps, acho que a coligação terá uma derrota copiosa e justa nas próximas eleições, que eu acredito que se realizarão no próximo ano.

    a política é como o futebol, as coisas mudam mais rápido do que imaginamos. toma o exemplo do nélson semendo. há meio ano quem era o nélson semedo? pois é, barnabé!

    1. a questão é mesmo ver o que vai acontecer no PS. Duvido que Costa fique. Com Seguro e uma boa acusação contra Sócrates, e toda essa ala socrática varrida do mapa, o partido podia eventualmente ter a remodelação. Mas é isso, quem sabe? E se Sócrates é ilibado e resolve voltar ao activo? aahah

  3. Se me perguntares se eu quero um governo que gaste mal o meu dinheiro, ou se quero um governo que tenha cuidado com a forma como gere o dinheiro público, eu, como toda a gente, escolho o segundo. Esta foi a campanha da coligação.

    Felizmente eu tenho um cérebro (e tu também, sabes bem o que queres), mas uma parte dos eleitores da coligação são idiotas e não conseguem ver que não é isso que está em causa. Se fizesses aos eleitores a verdadeira pergunta, se querem um país neoliberal com um estado social em serviços mínimos de apoio à miserabilidade, e com a educação, saúde e pensões entregues a privados, não terias 38% de apoio.

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