o lamborghini lp 700-4

Licenciei-me numa área difícil num curso exigente para ter emprego bem pago rápido mas depois sempre tive uma vida paralela muito preenchida, primeiro com a música, mais tarde (2000 e tal) com a escrita. Em cima destas duas actividades que eu pensei poderem ser a fonte de rendimento alternativa (lol), 500 coisas diferentes. Quando surgiu a ocasião de fazer um MBA soube que era esse o momento definidor. Acreditava realmente num MBA e numa carreira nisso? Já trabalhei com muitas grandes empresas mas é sempre na base do tipo de fora que chega, vê, pensa, discute, sai. Meter-me numa, dedicar toda a minha vida a isso, nunca me pareceu plausível.

Se fizer apenas o resumo dos últimos dois anos, tenho de incluir separar-me, ser pai solteiro e educar uma filha 50% dos dias, ter completado uma ultramaratona de 112km num tempo cima da média (comecei a correr há dois anos…), ter começado a aprender fotografia, começado a pescar e continuado a escrever e encontrar inspiração em plataformas e projectos diferentes.

Há mais coisas, seria fastidioso (ex: li três livros sobre desenvolvimento de jogos e programei protótipos numa linguagem que não conhecia para ponderar ir por aí). Por isso sim, ando sempre à procura e a minha “felicidade” é a procura.

Quando leio livros de auto-ajuda como o Semana de 4 Horas do timothy ferriss a verdade é que não me reconheço na situação do escravo do emprego. O livro é um best seller global porque vende isto “se não quer largar o emprego, não leia este livro”. Todos querem largar o emprego. A minha vida sempre foi orientada em função da experiência como meio de ter um equilíbrio. Nem gosto do termo felicidade. Sou uma pessoa ”” densa ”’ não sou nem nunca serei “feliz” no sentido de despreocupado acho eu. Os meus últimos anos foram difíceis, com a separação e tudo mais. Sou estupidamente feliz com a minha filha. Não é uma situação de pesadelo.

Passo regularmente em frente a um lamborghini lp 700-4 aventador em 2ª mão semi novo, 300 e tal mil euros. Sempre quis ter um desde criança (era o Countach na altura).
lambo

Eu queria tê-lo como quem tem uma boa bicicleta. Andei a ver utramaratonas para os próximos anos. Queria ir à patagónia. Ao Monte Fuji. Queria tirar um ano e velejar à voltad o mundo.

Se focasse 98% das minhas energias em ganhar dinheiro a sério naquilo que gosto talvez tivesse sucesso. Vejo gente bem limitada a tê-lo. E é nisso que tenho andado focado. Veremos. Até Março de 2016 se tudo correr bem tenho dados para tomar uma decisão. Não morro se a ideia não avançar. Mas se topar que tem mesmo potencial, atiro-me. Gosto muito de uma coisa que o livro das 4 horas diz: não peça licença, peça desculpa. Chegou a hora de pedir desculpas e deixar de pedir licença.

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