o meu esquema ideal

Se eu fizesse um esquema artístico de foto dating artístico, provavelmente esforçar-me-ia um pouco mais do que levar miúdas giras para o meu quarto e depois meter grão e vigneting no lightroom. Faria foto-contos para o https://exposure.co/ baseados em primeiros dates.

Todos as fotos tiradas na perspectiva do narrador. Ela seria uma personagem, haveria um contexto. Teria um guião para poder planear as sessões, os planos, os locais, a roupa, etc., sujeito a discussão e improvisos claro. Seria preferível partir de algo que lhe diga qualquer coisa. Algo como um alter-ego ou a caricatura dela própria ou situação. Eu faria uma história à volta disso e depois inspirado pelo date e sessão real.

thurman

Muitos dates corriam mal para o narrador. Alguns logo do momento zero (gelo total, tédio), outros em tom melancólico, resignado, intimista, outros até pareciam bem encaminhados para o nosso John Travolta até a Uma Thurman ter uma overdose de caipirinhas antes do jantar (true story).

Seria divertido. O que acho muito desinteressante na fotografia erótica artística sem contexto é que fica num limbo de vergonha entre a afirmação estética e a pornografia, mesmo a softcore de qualidade. Tenho a sensação que já vi aquilo 500 mil vezes e é-me indiferente, os corpos nas sombras. A originalidade está nela, mais do que na fórmula batida.

Naturalmente, como sou uma merda de fotógrafo, a estrela é o texto, a imagem seriam detalhes sugestivos, momentos, se ela não quisesse aparecer nem sequer com a cara não seria dramático, bastam-me mãos, malas de mão, pescoços.  Ao fim de 3 ou 4 mulheres normais e umas declarações azeiteiras e políticas contra Cavaco Silva etc. temos o filão montado, a linha de montagem digamos assim.

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10 thoughts on “o meu esquema ideal

  1. Correndo o risco de me estar a escapar algo, vou ainda assim mandar um bitaite: não te metas nisso. Vistas as coisas pelo prisma da linha de montagem, parece reduzir o que de belo pode haver nesses teus dates a algo perfeitamente banal, logo desinteressante. Por outro lado (e na altura não comentei, mas aproveito a deixa e segue agora) achei muito interessante o teu foto-conto do date no hotel, precisamente porque apenas “sugeres” o ambiente e deixas o resto à nossa imaginação. E é isso que para mim uma boa fotografia/texto deve fazer. E deixa-te de merdas: és um bom fotógrafo. Se tens dúvidas, pega numa velha máquina “analógica”, gasta um rolo e faz uma prova de contacto. E depois vem cá contar.

    1. Correndo eu o risco de explicar um texto, não me interessa tal esquema com o propósito dos “dates”, mas sim como esquema para fazer um objecto muito interessante no exposure e poder fotografar coisas novas, neste caso pessoas. Eu dou-me ao trabalho de descer arribas no cabo da roca ou fazer quilómetros com mochila às coisas ou andar horas à noite pela cidade, à procura de uma fotografia, para mim isso seria uma forma de procurar fotos. Andei a ver amigas potenciais para isso e preferia mesmo alguém de confiança, pelo menos para as experiências e não fazer ninguém ‘desconhecido’ perder tempo. Conheço algumas actrizes, era o ideal… enfim, veremos.

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