moist vagina

Adoro o som que Steve Albini conseguiu no In Utero e singles, nomeadamente, na bateria de Dave Grohl. Toda a bateria antes e depois do Serve the Servants no In Utero soa a fofinha. Isso é feito à custa de uma voz cá à frente completamente seca, mas muito nítida, sem reverb ou doubling, nua, quase o oposto do que Butch Vig fez (e bem) no Nevermind, onde se diluía em camadas líquidas de chorus. A bateria por outro lado tem um reveberb curto, mas suficiente para percebermos que está lá atrás. Dá ao som uma atmosfera claustrofóbica o que reforça a tensão nas faixas. Quando Kurt se afasta do micro temos reverb natural. Tudo é gravado “ao vivo” e cru, numa sala, com o som dos vários instrumentos a entrarem pelos microfones uns dos outros. Hoje em dia é mais comum este tipo de gravação para videos no youtube e programas de rádio (as BBC sessions foram as pioneiras disto, provavelmente). Ou seja é um som “ao vivo”, mas numa sala estúdio perfeitamente controlada e sem público ou com pouco público. Esta faixa, a most vagina, até começa com Kurt a tossicar, como se fosse um ensaio. Por outras faixas do In utero (a moist não foi para o album) ouvimo-lo murmurar, tossicar, etc. É o som de uma banda e de uma era.

E mais uma pérola extra
Sonic Youth — Computer Age (Neil Young)

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3 thoughts on “moist vagina

  1. Está visto: a mocidade, agora, só quer é rock. Depois dá nisto: gastam a vida a tirar fotografias e a ler livros… A mim, quem me tira os clássicos… Eu gosto é da bateria no Maria Vida Fria, do Paulo de Carvalho.

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