um exemplo de hiperssexualização genial: a Quiet do Metal Gear Solid V

A jogar jogos desde que existem, já vi a minha quota parte de gajas bad ass em videojogos e a Quiet do Metal Gear Solid V – Phantom Pain está no top 3 pelo menos. O jogo é para mim o melhor da longa e lendária série criada pelo Ideo Kojima, um dos melhores criadores de jogos.

A Quiet é uma possível buddy do Solid Snake, que somos nós, o protagonista. Fumamos charuto, temos barba e somos cegos de um olho, não temos um braço e pedaços de osso de uma vítima que explodiu demasiado perto de nós estão cravejados pelo nosso corpo. Olhem para isto, este sou eu depois de deitar a minha filha e antes de ir dormir. Eu que não consigo deixar crescer barba, deixei de fumar e apesar de ter tirado a carta de mota classe A, acho demasiado perigoso. Sinto-me oprimido por este padrão de homem. Além disso chamo-me Lourenço e ele é o Venom Snake.

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Podemos escolher um buddy no início de cada missão. Quanto mais missões fizermos com um buddy, maior é o “bond” entre nós e a buddy e desbloqueiam-se extras.

A Quiet é uma sniper exímia e uma scout invisível. Podemos dar-lhe ordens e colaborar com ela em missões.

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Os outros possíveis parceiros são um cão, cuja habilidade consiste em farejar inimigos ou um cavalo, que nos permite transporte de um ponto para o outro. Portanto, a mulher sniper ocupa o seu lugar entre o cão e o cavalo e a escolha deve ser criteriosa.

Naturalmente, 98% dos jogadores escolhem a Quiet quando a desbloqueiam. Eu fui jogando com o cão, que até fui eu que salvei numa missão quando ainda era cachorro e treinei toda a vida, e depois dei-lhe um pontapé quando a apareceu a opção Quiet.

Isto é a Quiet quando fica lixada. Os olhos ficam com aquela cena negra à volta e isso aumenta a precisão do tiro.

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A Quiet quando está em posição de tiro começa a cantarolar uma lenga lenga, de resto nunca fala. Podemos dar-lhe a ordem “Quiet” e ela silencia-se (o nome é uma alcunha porque ela não fala e repetimos muitas vezes a ordem “quiet” e ela cala-se, notório o irrealismo do jogo aqui, nenhuma mulher faz isto)

Como por certo os mais atentos e as mais feministas já repararam, a Quiet não tem roupa quase nenhuma. Esperem, esperem, há uma explicação.

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Numa das melhores tiradas que já vi em jogos, um grupo de cientistas explica ao protagonista Solid Snake que “não conseguimos vestir-lhe roupa. Ela respira pela pele. Se vestir roupa sufoca. Quando toma banho, fica letárgica e tem de recuperar porque é como se se afogasse”.

É simplesmente a melhor justificação (e obviamente ironia de Ideo Kojima a gozar o prato) para a uma heroína de acção estar vestida como uma striper. Quando ouvi os cientistas explicar aquilo ao Snake nem queria acreditar, até chorei a rir. O jogo está cheio de detalhes deliciosos deste tipo, mas este foi top.

Calma. A Quiet pode ser customizada. Se fizermos muitas missões com ela o laço torna-se mais forte e podemos escolher o fato Blood. Trata-se de sangue falso espalhado pelo corpo para, dizem-nos, “inspirar terror nos inimigos”. Don’t mess com uma sniper no auge do período!

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Há também um fato silver e depois se quisermos espatifar uma fortuna podemos dar-lhe o fato gold que se desbloqueia no bond máximo. Não serve para nada, mas é nossa e.. hey. Que tal exibir a nossa bad ass sniper em dourado em missões a 20km de Kabul?quiet6

A Quiet, tal como o D-Dog (o cão) transmitem um real sentimento de cumplicidade. Eu mato este, tu matas aquele, como todas as boas relações homem mulher devem ser.quiet7

 

A actriz Stefanie Joosten (um cast excelente) nas gravações do jogo.

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9 thoughts on “um exemplo de hiperssexualização genial: a Quiet do Metal Gear Solid V

      1. E Battlefront, Driveclub, Destiny, Fifa, Guitar Hero, Rocket League, jogas alguma coisa?

        Relativamente ao MGS 3, tens vídeos no youtube de 4h30 só com os cinematics do Snake Eater. Mas nada como jogar… O 1 é clássico, o 2 foi o choque, o 3 é o melhor, o 4 era mais ou menos. A força do Kojima está nos ímpares, daí estar expectante quanto a este.

      2. Este é muito bom. Joguei Fifa, demasiado viciante. Desses o driveclub interessa-me, o Battlefront acho que me vai passar ao lado… é um feeling. Desde que tenho a PS4 só joguei ao Witcher 3 que é gigante (e não comprei as expansões) e ao MGS. ontem estive até à uma a derrotar um boss. Já não fazia uma dessas há séculos! Epic boss fight!

      3. Battlefront é uma ode a Star Wars, cada som, pormenor, arma, planeta, tudo. E para mim tem os melhores gráficos que já vi num jogo:

        ou

        Driveclub hoje em dia arranjas usado (ou em versão digital) por pouco dinheiro. Aconselho-te a comprar o season pass que te dá direito a centenas de updates (pistas, carros). É sem dúvida o melhor season pass que existe.

        Dizem muito bem do Witcher, mas eu agora tenho tendência a jogar coisas que não exijam tanto em termos de tempo e dedicação. (ando a jogar ao Uncharted Collection aos poucos…)

      4. os gráficos são de cortar a respiração… fantástico. Eu vendi a PS3 incluindo um volante com force feedback e pedais. O driveclub joga-se bem sem volante? era pouco prático usá-lo na sala.

      5. Não tenho termo de comparação, pois também vendi o meu Driving Force Pro quando a PS3 morreu. Joga-se bem com comando, especialmente porque é um jogo a roçar o arcade (tirando a pintura não podes costumizar nada), com corridas curtas e com longos trechos onde vais a uma média de 180, 200 km/h. Penso que existe uma versão grátis para quem tem PS Plus, apenas com meia dúzia de carros e pistas. Dá para testares.

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