semi-apagão

Bati o meu recorde de distância (+18km) num percurso com 470 metros de acumulado vertical. A vista do Anfiteatro Keil Amaral com a ponte 25 de Abril semi-mergulhada num nevoeiro branco fluorescente quase que me cegava, mas imagino que fosse muito bonita para quem tivesse daqueles óculos de ver eclipses. O pior foi perto do km 14 ou 15 (já nem me lembro) quando comecei com princípios de hipoglicemia. Não costumo comer antes das corridas longas e relativamente lentas. Entre outros objetivos, servem para habituar o metabolismo do corpo a ir buscar energia à gordura corporal. Mas hoje, em jejum, torrei 1862 calorias (de acordo com as estimativas do strava) e, como era de esperar, comecei a sentir-me fraquinho, fraquinho, fraquinho, a tremelicar das mãos, a ver tudo turvo e escuro. Com o carro apenas a um quilómetro, já estava a ponderar pedir um gel energético a um qualquer ciclista que passasse no meio do bosque cerrado. Corria umas dezenas de metros e era forçado a andar, para recuperar. Nunca fiquei tão contente de ver civilização quando cheguei a Benfica. Animado, recomecei a correr e só parei num café onde consumi, avida e barbaramente, um sumol, uma coca-cola, um croissant com chocolate, uma sandes de ovo e um café com açúcar. E se tivesse mais de 10 euros, tinha gasto mais. Agora vou aquecer o arroz de marisco no microondas. Próxima compra, cinto com uma garrafinha de bebidas isotónicas e gel/barras energéticas.

http://www.strava.com/activities/91591280

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